sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A IMPORTÂNCIA DO MARAVILHOSO NA LITERATURA INFANTIL



Em seus primórdios, a Literatura foi essencialmente fantástica. Nessa época era inacessível à humanidade o conhecimento científico dos fenômenos da vida natural ou humana, assim sendo o pensamento mágico dominava em lugar da lógica que conhecemos. A essa fase mágica, e já revelando preocupação crítica às relações humanas ao nível do social, correspondem as fábulas. Compreende-se, pois, porque essa literatura arcaica acabou se transformando em Literatura Infantil: a natureza mágica de sua matéria atrai espontaneamente as crianças.
A literatura fantasista foi a forma privilegiada da Literatura Infantil, desde seus primórdios (sec. VII), até a entrada do Romantismo, quando o maravilhoso dos contos populares é definitivamente incorporado ao seu acervo (pelo trabalho dos Irmãos Grimm, na Alemanha; de Hans Christian Andersen, na Dinamarca; Garret e Herculano em Portugal; etc.)
Considera-se como Maravilhoso todas as situações que ocorrem fora do nosso entendimento da dicotomia espaço/tempo ou realizada em local vago ou indeterminado na terra. Tais fenômenos não obedecem as leis naturais que regem o planeta.
O Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as estórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, atuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.
A Psicanálise afirma que os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional. É durante essa fase que surge a necessidade da criança em defender sua vontade e sua independência em relação ao poder dos pais ou à rivalidade com os irmãos ou amigos.
É nesse sentido que a Literatura Infantil e, principalmente, os contos de fadas podem ser decisivos para a formação da criança em relação a si mesma e ao mundo à sua volta. O maniqueísmo que divide as personagens em boas e más, belas ou feias, poderosas ou fracas, etc. facilita à criança a compreensão de certos valores básicos da conduta humana ou convívio social. Tal dicotomia, se transmitida atravás de uma linguagem simbólica, e durante a infância, não será prejudicial à formação de sua consciência ética.. O que as crianças encontram nos contos de fadas são, na verdade, categorias de valor que são perenes. O que muda é apenas o conteúdo rotulado de bom ou mau, certo ou errado.
Lembra a Psicanálise, que a criaça é levada a se identificar com o herói bom e belo, não devido à sua bondade ou beleza, mas por sentir nele a própria personificação de seus problemas infantis: seu inconsciente desejo de bondade e beleza e, principalmente, sua necessidade de segurança e proteção. Pode assim superar o medo que a inibe e enfrentar os perigos e ameaças que sente à sua volta, podendo alcançar gradativamente o equilíbrio adulto.
A área do Maravilhoso, da fábula, dos mitos e das lendas tem linguagem metafórica que se comunica facilmente com o pensamento mágico, natural das crianças.
Segundo a Psicanálise, os significados simbólicos dos contos maravilhosos estão ligados aos eternos dilemas que o homem enfrenta ao longo de seu amadurecimento emocional.
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Educadores vamos conhecer o mundo da literatura infantil.

Postado por Sandra Maria.

literatura infantil



Literatura Infantil


Há uma enorme discussão entre os teóricos para entender a Literatura Infantil. A discussão passa pela conceituação, a concepção da infância e do leitor, a ligação da literatura infantil e a escola, até o caráter literário dessas obras para crianças. Os primeiros livros para crianças surgem somente no final do século XVII escritos por professores e pedagogos. Estavam diretamente relacionados a uma função utilitário-pedagógica e, por isso, foram sempre considerados uma forma literária menor. A produção para a infância surgiu com o objetivo de ensinar valores (caráter didático), ajudar a enfrentar a realidade social e propiciar a adoção de hábitos. Infelizmente, ainda podemos encontrar esses objetivos na produção infantil contemporânea. Para entender melhor essa função utilitário-pedagógica presente na literatura infatil vamos ver o que falam Maria José Palo e Maria Rosa D. Oliveira:
Dentro do contexto da literatura infantil, a função pedagógica implica a ação educativa do livro sobre a criança. De um lado, relação comunicativa leitor-obra, tendo por intermediário o pedagógico, que dirige e orienta o uso da informação; de outro, a cadeia de mediadores que interceptam a relação livro-criança: família, escola, biblioteca e o próprio mercado editorial, agentes controladores de usos que dificultam à criança a decisão e escolha do que e como ler.
Extremamente pragmática, essa função pedagógica tem em vista uma interferência sobre o universo do usuário através do livro infantil, da ação de sua linguagem, servindo-se da força material que palavras e imagens possuem, como signos que são, de atuar sobre a mente daquele que as usa; no caso, a criança.1
No Brasil, a Literatura Infantil só chegou no final do século XIX. A literatura oral prevaleceu até esse período com o misticismo e o folclore das culturas indígenas, africanas e européias.
Carlos Jansen e Alberto Figueiredo Pimentel foram os primeiros brasileiros a se preocuparem com a literatura infantil no país, traduzindo as mais significativas páginas dos hoje considerados "clássicos" para a garotada.
Com Thales de Andrade, em 1917, é que a literatura infantil nacional teve início. E foi em 1921 que nosso grande Monteiro Lobato estreou com "Narizinho Arrebitado", apresentando ao mundo Emília, a mais moderna e encantadora fada humanizada.2
No entanto, só após a década de 70 houve um grande desenvolvimento da literatura para crianças com a entrada de grandes editoras no mercado.
A produção brasileira de literatura infanto-juvenil, até a década de 70, foi esporádica, constituindo-se basicamente de traduções de clássicos e de algumas coleções estrangeiras de grande apelo comercial.3
1- PALO, Maria José e OLIVEIRA, Maria Rosa D. Literatura Infantil -Voz de Criança. São Paulo: Ática, 1986. 2- DINORAH, Maria. O livro infantil e a formação do leitor. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. 3- CUNHA, Leo. "Literatura Infantil e Juvenil". In: Formas e Expressões do Conhecimento. Minas Gerais: Ed. UFMG, 1998.
Outros artigos :
Conceito de Literatura Infantil
O leitor: concepção de infância
A Literatura Infantil e a escola
Caráter literário na Literatura Infantil
Novo livro do Ziraldo
Como e por que ler os clássicos desde cedo: o livro de Ana Maria Machado que é uma fantástica viagem à literatura infantil e juvenil
O novo livro de Rubem Alves para crianças: O decreto da alegria (29/05/04)
Todas as cores dentro do branco é o novo livro de poemas de Roseana Murray (18/07/04)
A obra de arte de Colin Tompson - O violinista (18/07/04)
O pai da filha e a filha do pai de Adriana Jorgge encanta leitores de todas as idades (19/09/04)
Alguns lançamentos de novembro/2004:
Ângelo Machado, Ana Maria Machado e Elias José (28/11/04)
Gente que mora dentro da gente é o livro de Jonas Ribeiro que encanta leitores de todas as idades.
Conheça o livro e idéias para trabalhar com ele na escola. (26/09/06)


Professores vale a pena nós conhecermos este material.

Postado por Sandra Maria

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

II SEMINÁRIO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO E PERSPECTIVAS NA REME







Vai acontecer em Campo Grende MS.

Objetivos:
  • oferecer momentos de reflexão sobre o uso das tecnologias no fazer pedagógico.
  • valorizar os trabalhos realizados pelos alunos com a orientação dos professores, fomentando a prática pedagógica por intermédio dos recursos tecnológicos no processo ensino-aprendizagem.
  • proporcionar a integração e a troca de conhecimentos entre as unidades escolares da Rede Municipal de Ensino.

Público Alvo:

Equipe técnica da escola, professores-instrutores, professores-regentes, alunos,assistentes de bibliotecas e demais interessados.

Dia:6/12/2007

Horário: Período vespertino

Local:Câmara Municipal de Campo Grande

13h - Credenciamento

13h30min - Abertura Oficial

Nelson Trad Filho

Prefeito Municipal de Campo Grande

Maria Cecilia Amendola da Motta

14h - Lançamento da Revista - CEMTE e Guia do Usuário - "Tecnologia na Escola"

PROGRAMAÇÃO

14H30min - Palestra:"Ensinar e aprender com qualidade em uma sociadade:possibilidades e desafios".Maria Cristina Lima Paniago Lopes - Doutora em lingüísticaAplicada e Estudos da Linguagem.

Dia 7/12/2007

Horário: 8h às 17h

Local: Armazém Cultural (antiga estação ferroviária)

Eventos Apresentados pelos alunos das escolas da REME, como: danças, teatros, músicas poesias.

Pessoal vamos comparecer e incentivar nossos alunos!

Sandra Maria

quinta-feira, 22 de novembro de 2007








O LAGO CONGELADO

CONTA UMA CERTA LENDA, QUE ESTAVAM DUAS CRIANÇAS PATINANDO NUM LAGO CONGELADO. ERA UMA TARDE NUBLADA E FRIA E AS CRIANÇAS BRINCAVAM DESPREOCUPADAS. DE REPENTE, O GELO SE QUEBROU E UMA DELAS CAIU, FICANDO PRESA NA FENDA QUE FORMOU. A OUTRA, VENDO SEU AMIGUINHO PRESO E SE CONGELANDO, TIROU UM DOS PATINS E COMEÇOU A GOLPEAR O GELO COM TODAS AS SUAS FORÇAS, CONSEGUINDO POR FIM QUEBRÁ-LO E LIBERTR O AMIGO.
QUANDO OS BOMBEIROS CHEGARAM E VIRAM O QUE HAVIA ACONTECIDO, PERGUNTARAM AO MENINO: COMO VOCÊ CONSEGUIU FAZER ISSO? É IMPOSSÍVEL QUE TENHA CONSEGUIDO QUEBRAR O GELO, SENDO TÃO PEQUENO E COM MÃOS TÃO FRÁGEIS!
NESSE INSTANTE, UM ANCIÃO QUE PASSAVA PELO LOCAL, COMENTOU:- EU SEI COMO ELE CONSEGUIU! - TODOS PERGUNTARAM: PODE NOS DIZER COMO? - É SIMPLES, RESPONDEU O VELHO... - NÃO HAVIA NINGUÉM AO SEU REDOR, PARA LHE DIZER QUE NÃO SERIA CAPAZ.
Sandra Maria

terça-feira, 13 de novembro de 2007

JOGO COM PALAVRAS


Este jogo pode ser realizado com alunos das primeitras séries do ensino fundamental e também das séries seguintes, desde que se aumente sua complexidade.


  • Verdadeiro ou Falso

Formule orações e peças aos alunos que digam se são verdadeiras ou falsas. Eis alguns exemplos:


Animador: - Uma arara nadando na lagoa.


Alunos: - Falso!


Animador: - Uma trombeta com a corda cortada.


Razão: - A trombeta é um instrumento de sopro.


Animador: - O mar tem águas salgada.


Alunos: - Verdadeiro!


Animador: - as baleias são peixes.


Alunos: - Falso!


Razão: - São mamíferos.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

PARA NÓS PENSARMOS

Quem ama educa.

Estar gostando do que faz, é fazer tudo com amor.


Mobilizar todo lado afetivo do jovem, adultos, crianças etc.


Se nós não tocarmos no lado afetivo como vamos envolver a criança.


Para envolver a criança na leitura tem que ver o que é do interesse dela.


O poder não esta no objeto esta em nós.
Nós não podemos perder a capacidade de sonhar, por que senão cairemos em depressão.


Frases da Psicóloga e Psicanalista Maria Vitória Leda B. Formighieri




PROJETO DE TRABALHO INTERDISCIPLINAR


Este Projeto tem em vista a montagem de um teatro de fantoches em favor da preservação da fauna e do meio ambiente. As atividades sugeridas no manual estão divididas em três partes:

A primeira pretende motivar os alunos para a leitura integral da obra.

A segunda tem como objetivo proporcionar a integração entre texto e contexto, utilizando o primeiro como ponto de partida para a discussão sobre a preservação de animais ameaçados de extinção.

A última parte consiste na montagem e apresentação do teatro de fantoches.

Os professores de Ciências, Estudos Sociais e Artes podem contribuir para a realização das atividades propostas neste guia.


Este projeto vem com as obras do autor; Alexandre Azevedo, Marciano Vasques, Sônia Barros e outros ( acompanhando o guia de como trabalhar com os alunos, com ótimas sugestões).


Sugestões de alguns livros Infantis

Editora Atual

Mãe-Canguru; Uma Dúzia e Meia de Bichinhos; O Gato que Comia Couve-Flor, etc.